“ABBexit” – ABB abandona mercado de inversores solares

O mercado mundial foi surpreendido nesta segunda semana de julho/2019, quando a gigante do setor eletroeletrônico ABB anunciou sua saída do mercado de inversores solares. Mas a empresa não foi a primeira a causar esse tipo de surpresa ao mercado. Há precedentes: em junho de 2013 a gigante alemã Siemens, após uma breve incursão no mercado de inversores solares, também anunciava sua saída.

Seria esta uma maldição das empresas europeias frente à concorrência chinesa? Nem tanto: a também gigante SMA, embora hoje com participação reduzida, ainda é um dos mais respeitados fabricantes de inversores solares no mercado global. Por outro lado, certamente o avanço de empresas chinesas como Sungrow, Huawei e Growatt tem reduzido cada vez mais os market shares dos gigantes europeus, tornando difícil a operação de empresas nas quais o negócio solar não representa a maior fatia do seu faturamento, como é o caso da ABB.

Com sua saída do mercado a ABB precisará pagar 470 milhões de dólares para transferir sua unidade de inversores à italiana FIMER. O acordo entre as duas empresas deverá ser concluído no início de 2020 e será feito de forma suave, para não causar impactos negativos para clientes e colaboradores, segundo um compromisso já firmado entre as partes. 

A presença da ABB no Brasil vinha ocorrendo com equipamentos importados. Sem fábrica de inversores no país, a gigante sediada em Zurique emprega 800 pessoas em todo o mundo, possuindo plantas de produção e centros de desenvolvimento na Finlândia, na Itália e na Índia.

As causas da saída da ABB não são totalmente esclarecidas. A empresa não deu maiores informações para o mercado, mas tudo indica que a divisão solar era um empecilho para a lucratividade da empresa no mercado de energia elétrica. A ABB, com sua divisão de energia elétrica, continuará a dedicar-se aos segmentos de storage e veículos elétricos, um filão em grande ascensão e com promessa de alta lucratividade. O acordo com a FIMER é importante para proporcionar a continuidade dos serviços de garantia e pós-venda dos inversores solares que já se encontram no mercado após a saída definitiva da ABB.

Fonte: canalsolar

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